Habitação nova em França: 52% dos promotores planeia obra, outubro 2026
Apenas 52% dos promotores franceses estuda novos projetos e a expectativa de preço é a pior desde 2015, o que amplia a margem de negociação do comprador.
Os factos
- 52% dos promotores imobiliários franceses estudava novos programas de habitação em outubro de 2026, face a 53% em julho e a uma média de 62% desde julho de 1991, conforme o INSEE publicou a 23 de outubro de 2026.
- O saldo de opinião sobre a procura de habitação nova caiu de -37 em julho para -43, o valor mais baixo em dois anos; a média desde 1991 é de -13. Um saldo negativo significa que mais promotores assinalam procura a descer do que a subir.
- O início de obra esperado escorregou de -20 para -27: -41 na habitação construída para venda e -8 na habitação para arrendamento, sobretudo social, depois de +1 em julho.
- O preço médio de venda esperado pelos promotores registou -24, face a -15 em julho, o pior valor desde abril de 2015; a sua média de longo prazo é de +6.
- O saldo sobre a entrada dada pelos compradores ficou em -26, o mais baixo desde janeiro de 2015, e o da sua capacidade de financiamento em -39, para uma média de -21.
- O inquérito foi recolhido entre 25 de setembro e 20 de outubro de 2026 e publica saldos de opinião em pontos percentuais, não preços medidos nem número de transações.
O que significa para o seu dinheiro
- Os promotores preparam descontos. Entrar na habitação nova em França fica mais barato, com mais margem para negociar.
- A renda decide se o desconto compensa: os números da Glopra para França são 3 642 USD por metro quadrado e 16,23 USD por metro quadrado por mês, cerca de 5,3% bruto, antes de um imposto efetivo de 27,5% sobre o rendimento do arrendamento.
- A capacidade de financiamento é um indicador de perspetiva e marcou -39, bem abaixo da média de -21: reduz o número de rivais que compram com crédito e reforça a posição de quem paga a pronto.
- Quem já detém um imóvel em França recebe o mesmo sinal do lado da venda: uma expectativa de preço de -24, a pior desde abril de 2015, fixa o preço do stock novo com que uma revenda está a competir.
O que acompanhar
- O inquérito é trimestral, publicado em janeiro, abril, julho e outubro, pelo que a leitura seguinte será de janeiro de 2027.
- O limite deste dado: um saldo de opinião registou quantos promotores assinalam um sentido, não a sua dimensão. O INSEE não publica nesta nota qualquer preço em euros nem número de habitações.
- O afastamento a acompanhar é -41 na habitação para venda contra -8 no arrendamento, sobretudo social; em julho estavam em -35 e +1.
Sources: INSEE https://www.insee.fr/en/statistiques/9100750