Materiais de construção no Japão: metais não ferrosos sobem 40,2%
Os metais não ferrosos custaram mais 40,2% do que há um ano em setembro de 2026 e o índice de preços no produtor japonês subiu 6,8%: construir ficou mais caro.
Os factos
- Os metais não ferrosos custaram mais +40,2% em setembro de 2026 do que um ano antes.
- O índice interno de preços no produtor para o conjunto dos bens fixou-se em 135,7 na base 2020, 6,8% acima do ano anterior e 0,3% abaixo de agosto.
- A madeira e os produtos de madeira subiram 8,5% no ano; a cerâmica, a pedra e o barro e os produtos metálicos subiram 5,1% cada; o ferro e o aço subiram 3,2%.
- A sucata e os resíduos subiram 20,8% no ano.
- Os preços na importação subiram 24,5% medidos em ienes e 17,9% na moeda do contrato, uma diferença de 6,6 pontos.
- Os preços na exportação subiram 17,9% em ienes e 12,4% na moeda do contrato.
O que significa para o seu dinheiro
- Construir e remodelar está a ficar caro depressa. Um iene mais fraco, porém, reduz o preço de compra em dólares.
- O mesmo efeito cambial está nos preços de transação: num inquérito nacional a compras com crédito, o apartamento usado médio registou 3 307 USD por metro quadrado, mais 8,0% em ienes em doze meses mas apenas mais 3,1% em dólares.
- O que mexe primeiro é o orçamento de manutenção, não o preço de compra: a sucata a 20,8% e os produtos metálicos a 5,1% entram nas faturas de cobertura, eletricidade e acabamentos muito antes dos preços de venda.
O que vigiar
- O banco central japonês publica o índice de outubro a 12 de novembro de 2026.
- A diferença de 6,6 pontos entre a base em ienes e a moeda do contrato na importação é a componente cambial: a parte que acompanha a taxa de câmbio e não o custo do material.
- O índice mede preços de bens à saída da fábrica e não abrange a mão de obra em obra, que é contratada à parte.
Sources: Bank of Japan, Corporate Goods Price Index September 2026, preliminary, published 13 October 2026 https://www.boj.or.jp/en/statistics/pi/cgpi_release/cgpi2609.pdf