Japão: início de construção de casas cai 2,7% em setembro de 2026
Em setembro iniciou-se a construção de 61 826 casas no Japão, 2,7% menos do que há um ano, com uma queda de 21,2% nos apartamentos.
Os factos
- O início de construção de habitação totalizou 61 826 unidades em setembro de 2026, -2,7% face a setembro de 2025, na estatística que o ministério dos transportes japonês publicou a 30 de outubro de 2026.
- Na maior categoria, o arrendamento, registou-se o início de 28 046 unidades, menos 1,6% em termos anuais; a habitação para uso próprio ficou em 17 648 unidades, menos 3,4%.
- A habitação construída para venda recuou para 15 688 unidades, menos 4,5%, repartida entre 4 825 apartamentos, menos 21,2%, e 10 687 casas isoladas, mais 6,1%.
- A habitação cedida pela entidade patronal foi a única categoria a subir, com 444 unidades, mais 18,4%.
- A área residencial caiu 3,2%, para 4 729 milhares de metros quadrados, e a taxa anualizada corrigida de sazonalidade está a 714 milhares de unidades, 5,2% abaixo de agosto.
O que significa para o seu dinheiro
- A oferta está a estreitar-se em quase todos os tipos. Isso sustenta as rendas, mas deixa ao comprador menos construção nova para escolher.
- Os dados da Glopra colocam o metro quadrado de apartamento no centro das cidades japonesas em 5 397 dólares, e a queda de 21,2% no início de apartamentos atinge justamente o segmento por onde entra a maioria dos compradores estrangeiros, pelo que quase não há oferta nova a pressionar esse preço de entrada.
- Para quem já arrenda um apartamento no Japão, um segundo mês de queda no início de habitação para arrendamento significa menos unidades novas a competir no mercado: o mesmo número visto do lado da renda.
- A subida de 6,1% nas casas isoladas para venda aponta no sentido oposto: aí a escolha está a aumentar, e com ela a liquidez na revenda.
O que acompanhar
- Os dados de outubro estão marcados para 30 de novembro de 2026, e a taxa mensal anualizada oscila muito, pelo que um mês não é uma direção.
- O início de apartamentos chega por lotes, porque um único projeto grande desloca o total; a queda de 21,2% precisa de um segundo mês antes de se ler como uma inversão da oferta.
Sources: MLIT Japan https://www.mlit.go.jp/report/press/content/kencha809.pdf