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Juros do crédito à habitação na Lituânia sobem para 4,33% em setembro de 2026

A taxa dos novos créditos à habitação na Lituânia subiu para 4,33% em setembro de 2026, mais 0,17 pontos, e a carteira cresceu 14,4% num ano para 16,7 mil milhões de euros.

Os factos

  • O Banco da Lituânia datou de 27 de outubro de 2026 o seu comunicado estatístico mensal sobre instituições financeiras monetárias e situa a taxa média dos novos créditos à habitação em 4,33%, mais 0,17 pontos percentuais do que no mês anterior.
  • A carteira de crédito à habitação cresceu 1,4% no mês, ou seja 229,5 milhões de euros, e 14,4% num ano, atingindo 16,7 mil milhões de euros no final de setembro de 2026.
  • O crédito a sociedades não financeiras cresceu 0,9% no mês, ou seja 146,1 milhões de euros, e 15,0% num ano, para 16,0 mil milhões de euros, com a taxa média dos novos créditos a empresas em 5,18%, mais 0,16 pontos.
  • Os depósitos das famílias subiram 0,1% no mês, ou seja 41,7 milhões de euros, e 15,2% num ano, para 30,7 mil milhões de euros.
  • Os depósitos das sociedades não financeiras desceram 0,3% no mês, ou seja 36,6 milhões de euros, mantendo-se ainda 8,9% acima do ano anterior, nos 11,7 mil milhões.
  • Os depósitos de todos os residentes lituanos desceram 0,3% no mês, ou seja 139,8 milhões de euros, e estavam 11,7% acima do nível de um ano antes.

O que significa para o seu dinheiro

  • Um novo crédito à habitação na Lituânia custa agora 4,33% em média, mais 0,17 pontos num único mês. O custo do financiamento move-se contra o comprador.
  • Os dados da Glopra colocam a Lituânia em 3 607 dólares por metro quadrado, com uma renda de 12,19 dólares por metro quadrado ao mês, uma rentabilidade bruta de cerca de 4,1%, abaixo dos 4,33% que um crédito novo custa hoje.
  • Para quem já detém imóveis na Lituânia, o crédito diz que a procura não desapareceu: a carteira somou 229,5 milhões de euros no mês e 14,4% num ano, pelo que os compradores continuam a ser financiados.
  • As empresas pagam mais do que as famílias, 5,18% contra 4,33% nos créditos novos, e o crédito às empresas cresceu 15,0% num ano contra 14,4% na habitação, pelo que o encarecimento não é exclusivo da habitação.

A que estar atento

  • A dimensão do movimento mensal, 0,17 pontos percentuais, é a referência com que será medido o próximo comunicado.
  • A poupança e o crédito divergem: os depósitos das famílias estão 15,2% acima do ano anterior, mas os de todos os residentes desceram 139,8 milhões de euros no mês.
  • O comunicado não indica data seguinte e reporta saldos de carteira e taxas, não o volume de nova concessão, pelo que o número de créditos novos não é legível a partir dele.

Sources: Bank of Lithuania https://www.lb.lt/uploads/documents/files/statistika/PFI_pranesimai_2026/Stat_pranesimas_PFI_2609_LT.pdf

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