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Promotora checa ergue 324 apartamentos e um hotel de 152 quartos na antiga gráfica Szikra, em Budapeste

A UDI Group concluiu a estrutura do Parkside Residence, no 13.º distrito de Budapeste: 324 apartamentos e um Staybridge Suites de 152 quartos num terreno parado há 15 anos.

A promotora checa UDI Group levou o seu empreendimento Parkside Residence, no 13.º distrito de Budapeste, à altura estrutural final, num terreno de 43.650 metros quadrados que esteve sem uso durante mais de quinze anos. O projeto, noticiado a 3 de setembro, junta 324 apartamentos a um hotel de quatro estrelas com 152 quartos — o primeiro da promotora na Hungria.

O que está a ser construído

O local é a antiga gráfica Szikra, delimitada por Esztergomi út, Visegrádi utca, Süllő utca e Zsilip utca, ao lado do parque Vizafogó. Além dos 324 apartamentos, haverá 364 lugares de estacionamento, 215 arrecadações e nove espaços comerciais. Cerca de 4.800 metros quadrados são destinados a áreas verdes, incluindo um jardim interior ajardinado de aproximadamente 2.000 metros quadrados. O projeto é da A3 Építész Iroda e a empreiteira geral é a Bernecker Zrt.; a cerimónia de conclusão da estrutura decorreu em julho de 2026, faltando ainda fachada, instalações técnicas e acabamentos interiores.

O hotel é a parte que merece reparo

Os 152 quartos vão funcionar como Staybridge Suites, operados pelo Mogotel Hotel Group sob a alçada da IHG Hotels & Resorts. A Staybridge é uma marca de estadias prolongadas e não um hotel urbano convencional, o que coloca esses 152 quartos algures entre a hotelaria e o arrendamento de longa duração. Instalar uma unidade destas dentro de um empreendimento residencial, partilhando terreno com 324 apartamentos, é uma aposta em que a procura do distrito inclui quem fica semanas e não noites — e coloca um bloco de alojamento de médio prazo gerido profissionalmente mesmo ao lado do parque de arrendamento privado que os apartamentos vão alimentar.

Especificação pensada para os custos de utilização

Os apartamentos visam a classificação energética A+, com aquecimento e arrefecimento por teto assente em bomba de calor, recolha de água da chuva para rega e infraestrutura de carregamento elétrico no próprio terreno. A promotora não divulgou o montante do investimento nem a data de entrega. Uma especificação deste tipo tem um custo de construção que acaba no preço pedido — e é precisamente isso que interessa a quem compara construção nova com o edificado existente.

O mercado em que o projeto vai aterrar

Os dados da Glopra colocam Budapeste nos 4.376 dólares por metro quadrado, com preços a subir 8,3% nos últimos doze meses em forints e 17,4% medidos em dólares — a diferença está na moeda, não no tijolo. A rentabilidade bruta do arrendamento na cidade é de 4,63%, abaixo do valor nacional húngaro de 4,69%, apesar de os preços serem cerca do dobro da média nacional de 2.150 dólares por metro quadrado. A nossa pontuação de risco de bolha para Budapeste é de 64 em 100, na faixa elevada.

O risco de calendário é simples e vale dizê-lo sem rodeios: 324 unidades a chegar em conjunto a um mesmo distrito são um acontecimento de oferta local relevante, e o intervalo entre a conclusão da estrutura e a entrega é exatamente o período em que a promotora já não consegue reagir nos preços. Que quinze anos de terreno industrial vazio se transformem em habitação é inequivocamente bom para a cidade. Se também será bom para quem vende depende de onde estiverem os preços de Budapeste quando os acabamentos terminarem.

Sources: Portfolio.hu, 3 Sep 2026 https://www.portfolio.hu/ingatlan/20260903/kulfoldi-oriasberuhazas-hoz-uj-lakasokat-szallodat-es-parkot-a-fovaros-15-eve-kihasznalatlan-teruletere-860198; Magyar Építők, 3 Sep 2026 https://magyarepitok.hu/mi-epul/2026/09/uj-varosi-komplexum-szuletik-a-szikra-nyomda-helyen-mar-elerte-legmagasabb-pontjat-a-parkside-residence

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