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A construção croata cresceu 2,7% em julho, mas recuou 1,4% face ao mês anterior

A produção da construção na Croácia subiu 2,7% num ano em julho, mas recuou 1,4% face a junho. Edifícios 2,7%, outras obras 2,5%. Dados provisórios.

A atividade de construção croata cresceu 2,7% em termos homólogos em julho de 2026, com correção de dias úteis, mas recuou 1,4% face a junho depois de retirados os efeitos sazonais. O instituto nacional de estatística publicou o índice provisório a 22 de setembro de 2026. Os edifícios e a engenharia civil andaram quase a par, com 2,7% e 2,5%.

Crescimento, mas sem aceleração

Um ganho anual de 2,7% é positivo e magro ao mesmo tempo. É também largo em vez de concentrado: os trabalhos em edifícios subiram 2,7% e os trabalhos noutras construções, ou seja estradas, redes e engenharia civil, 2,5%. Nenhum segmento isolado está a puxar o índice.

Para identificar pontos de viragem, a leitura mensal diz mais. Uma descida de 1,4% face a junho, corrigida de sazonalidade e de dias úteis, é um mês e não uma tendência, mas significa que o índice entrou no segundo semestre sem impulso.

Para onde vão realmente as horas de trabalho

A publicação desagrega também as horas trabalhadas, e essa repartição é um bom mapa da capacidade de construção croata. Em julho, 62,3% das horas foram para construção nova e 37,7% para reabilitação e outros trabalhos. Dentro do total, a construção nova de edifícios levou 40,7% de todas as horas, a construção nova de outras obras 21,6%, os outros trabalhos em obras 19,5% e os outros trabalhos em edifícios 18,2%.

De janeiro a julho as proporções quase não se mexem: 63,0% de construção nova contra 37,0% de reabilitação, com a construção nova de edifícios nos 41,4%. Cerca de quatro em cada dez horas de obra na Croácia destinam-se a erguer edifícios novos, e essa fatia manteve-se estável todo o ano.

O fosso entre construir e formar preços

É precisamente essa estabilidade que interessa, porque a habitação croata foi tudo menos estável. Os preços pedidos situam-se, em média nacional, perto de 4 550 dólares por metro quadrado e subiram cerca de 14,3% no último ano; face ao nível de há dez anos, a subida ronda os 143,5%. Uma produção da construção a crescer 2,7% enquanto os preços pedidos avançam 14,3% é a assinatura clássica de uma oferta que não responde ao preço.

Para quem já é proprietário, isto é confortável no curto prazo. Para quem compra, é o contrário. Rendas pedidas nacionais de cerca de 17,75 dólares por metro quadrado e por mês colocam a rendibilidade bruta do arrendamento perto de 4,7%, ou aproximadamente 4,3% depois do imposto efetivo de 8,4% sobre os rendimentos prediais. A carga fiscal é leve para os padrões europeus, mas incide sobre uma rendibilidade já comprimida. Os custos de transação rondam os 7,5% do preço de compra. Em termos de avaliação, o mercado apresenta-se elevado.

Os compradores da União Europeia adquirem livremente. Quem vem de fora precisa de reciprocidade com o seu país e de uma autorização, o que custa tempo e não dinheiro.

O índice de agosto sai no próximo mês e o número a vigiar é o mensal. Uma segunda descida consecutiva com correção de sazonalidade diria que a construção croata deixou de crescer exatamente quando o seu mercado de habitação mais precisa dela.

Sources: Croatian Bureau of Statistics (DZS), Indeksi gradevinskih radova u 2026. - privremeni podaci, July 2026, published 22 September 2026 https://podaci.dzs.hr/2026/hr/121025

Market data: Croatia