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Venda de casas na Hungria recua para 8.077 negócios em agosto, 29% abaixo de um ano antes

A Duna House estima 8.077 vendas de imóveis residenciais na Hungria em agosto, 13,1% menos que em julho e 29% abaixo do mesmo mês de 2025.

A Hungria fechou o verão com cerca de 8.077 transações residenciais estimadas em agosto de 2026 — 13,1% menos do que em julho e 29% abaixo dos 11.369 negócios registrados em agosto de 2025. Os números vêm da estimativa mensal da Duna House, divulgada em 1º de setembro, e fazem de agosto o segundo mês mais fraco do ano até aqui. Os corretores passaram o verão à espera de um ponto de virada; ele não chegou.

O efeito base responde pela maior parte do estrago

A diferença de 29% na comparação anual é real, mas favorece a leitura pessimista. Agosto de 2025 foi um mês atipicamente cheio: o governo apresentou o programa de crédito subsidiado Otthon Start no início de setembro de 2025, e os compradores que anteciparam o anúncio — os investidores acima de todos — puxaram suas compras para as semanas anteriores. Medido contra essa base inflada, quase qualquer agosto pareceria magro. A variação mensal é o sinal mais limpo e, em −13,1%, descreve um mercado que esfriou ao longo do verão, não um mercado que quebrou.

O crédito segue correndo à frente das compras

O traço curioso de 2026 é que o crédito não acompanhou a curva de vendas para baixo. A Credipass, braço de financiamento da Duna House, projeta cerca de 255 bilhões de forints em novas concessões hipotecárias apenas em agosto. A Hungria passou boa parte do ano registrando volumes recordes de empréstimo contra um número de negócios estável ou em queda. Essa combinação aponta para empréstimos individuais maiores, e não para mais compradores — a aritmética de um mercado em que a minoria elegível toma mais crédito por transação, com o teto de juros do Otthon Start fazendo o trabalho pesado para quem está dentro do programa.

Os preços ainda não perceberam

Volumes e preços caminham em direções opostas. A série nacional própria da Glopra coloca a Hungria em 2.150 dólares por metro quadrado, com rendimento bruto de aluguel de 4,69%, e os preços em moeda local ainda 12,3% acima de um ano atrás — 21,7% em dólares, uma vez incorporado o movimento do forint. Um mercado em que as transações caem em dois dígitos enquanto os preços pedidos sobem em dois dígitos não é um mercado que se ajusta, mas um mercado com um vão crescente entre oferta e demanda — e é por isso que os cortes de preço viraram norma entre os vendedores de Budapeste.

O que muda a partir de setembro

A base de comparação se inverte neste mês. De setembro de 2026 em diante, os números anuais passam a ser medidos contra o lançamento do Otthon Start, e não contra a corrida que o precedeu, o que vai embelezar mecanicamente os dados do outono. Quem analisa a Hungria deve separar os dois efeitos: o canal de crédito subsidiado é genuinamente grande, mas está concentrado em compradores de primeiro imóvel abaixo dos tetos de preço e renda do programa, e não descreve o mercado de usados fora desses limites. A estimativa da Duna House é uma série mensal de agência, não o registro oficial — os dados de transações do Escritório Central de Estatística, publicados com defasagem maior, seguem sendo a contagem oficial de referência.

Sources: Portfolio.hu (Duna House monthly estimate), 1 Sep 2026 https://www.portfolio.hu/ingatlan/20260901/elmaradt-a-vart-attores-nagyot-esett-a-lakasvasarlasok-szama-magyarorszagon-859626

Market data: Budapest · Hungary