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O mercado imobiliário da Hungria em 2026: preços, rendimentos e o que impulsiona a procura

A Hungria tem sido um dos mercados habitacionais que mais se valorizou na UE. Eis uma análise honesta e clara sobre onde estão os preços, os rendimentos de arrendamento e a procura à entrada de 2026.

Poucos mercados imobiliários europeus se moveram de forma tão acentuada nos últimos anos como o húngaro. Os preços subiram a um ritmo que colocou o país no topo, ou perto do topo, das tabelas de crescimento da UE, impulsionados pelo crédito subsidiado barato e por uma escassez persistente de habitação nova. Para quem procura compreender o panorama em 2026, os números seguintes oferecem um ponto de partida sólido.

Onde estão os preços

Em Budapeste, os apartamentos usados rondavam, em média, os 3.389 €/m² em meados de 2025, com a construção nova mais próxima dos 4.822 €/m² (Global Property Guide). A média nacional fica bem abaixo da capital, cerca de 1.512 €/m² para o parque mais antigo. A diferença entre Budapeste e o resto do país mantém-se ampla, e os bairros premium ultrapassam largamente estas médias.

Rendimentos de arrendamento

Os rendimentos brutos de arrendamento mantiveram-se numa faixa média saudável. Em meados de 2025, a média nacional situava-se perto dos 5,1 %, com Budapeste em torno dos 5,0 % e cidades regionais como Debrecen mais próximas dos 5,5 % (Global Property Guide). São valores brutos, antes de impostos, gestão e desocupação.

A tendência dos preços

A Hungria esteve entre os mercados que mais se valorizaram na UE: segundo o Eurostat, a subida homóloga rondava ainda os 21 % no quarto trimestre de 2025. Esse ritmo suavizou-se entretanto. De acordo com o índice de preços da habitação do MNB para o segundo trimestre de 2026 (publicado a 24 de julho de 2026), os preços residenciais caíram trimestre a trimestre em todos os tipos de localidade pela primeira vez em três anos, e a taxa homóloga abrandou para cerca de 12 % a nível nacional. Na comparação a doze meses, Portugal (≈ +18 %) e a Turquia (≈ +25 %) estão agora à frente da Hungria — pelo que a fórmula anterior «o maior da UE» caducou.

O que impulsiona a procura

O crédito subsidiado é central. O programa CSOK Plusz e o mais recente empréstimo Otthon Start («Arranque em Casa»), lançado em setembro de 2025 com uma taxa fixa de 3 % para quem compra a primeira habitação, anteciparam uma onda de compras. Os baixos volumes de conclusão apertam ainda mais a oferta, ao passo que Budapeste continua a atrair o interesse estrangeiro e de investidores.

Os principais riscos

A acessibilidade é a tensão mais clara: os preços ultrapassaram os rendimentos, e o banco central alertou para valores acima dos fundamentos. Em Budapeste, o aperto das regras de arrendamento de curta duração — incluindo o Bairro VI (Terézváros), que caminha para uma proibição — poderá reconfigurar a procura de investidores nas zonas centrais.

Uma breve nota honesta: todos os números aqui apresentados são estimativas retiradas de fontes públicas (Eurostat, KSH, Global Property Guide, ingatlan.com) e podem variar consoante o método, o bairro e o mês.

Este artigo destina-se apenas a informação e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. Consulte um profissional local qualificado antes de tomar qualquer decisão.

Sources: globalpropertyguide.com, ec.europa.eu (Eurostat), ksh.hu, ingatlan.com

Market data: Budapest · Hungary