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Os preços da habitação em Itália subiram 4,0% no segundo trimestre, com Turim nos 8,5% e Milão nos 2,4%

O instituto de estatística italiano coloca os preços da habitação 4,0% acima de há um ano no segundo trimestre de 2026. Turim lidera com 8,5% e Milão fecha com 2,4%.

O índice italiano de preços da habitação subiu 1,7% face ao primeiro trimestre e 4,0% face ao segundo trimestre de 2025, segundo a estimativa provisória que o instituto de estatística divulgou a 17 de setembro de 2026. O índice chegou a 104,2 numa base 2025 igual a 100. Dentro deste título há dois valores que fazem quase todo o trabalho, e apontam em sentidos opostos.

A construção nova está à frente do parque existente

Os preços da habitação nova subiram 2,7% em cadeia e 5,0% em termos homólogos, para um nível de índice de 104,5. A habitação usada subiu 1,5% em cadeia e 3,7% em termos homólogos, para 104,0. A diferença entre as duas taxas anuais é de 1,3 pontos percentuais e segue o sentido que os custos de construção sugerem, não o sentido que uma procura forte sugeriria.

Arrastada ao longo do primeiro semestre, a média anual de 2026 situa-se hoje em 3,8%. As transações, que o instituto acompanha a par dos preços, ficaram praticamente inalteradas, 0,1% acima do segundo trimestre de 2025. Os preços estão a mexer-se; o número de negócios por trás deles não.

A região rápida não é a rica

A repartição geográfica não segue a habitual escada de preços entre norte e sul. O Centro registou o maior aumento homólogo, 5,1%, à frente do Nordeste com 4,2% e do Noroeste com 3,9%. O Sul e as ilhas ficaram em último com 2,6%.

Esta ordem importa porque o Noroeste inclui Milão, o mercado mais caro de Itália e aquele que puxou o índice nacional durante grande parte do ciclo posterior a 2021. Hoje é a segunda zona mais lenta das quatro.

Turim, Roma, Milão

Os números por cidade dizem o mesmo de forma mais nítida. Turim subiu 8,5% num ano, Roma 6,4% e Milão 2,4%. Milão avança a menos de um terço do ritmo de Turim.

Há uma leitura evidente e outra menos confortável. A evidente é a recuperação: as cidades mais baratas têm mais espaço para subir. A menos confortável é que Milão atingiu um nível que o comprador marginal deixou de acompanhar, e que as cidades atrás dela estão a absorver a procura que antes ia para lá. A publicação não distingue entre as duas, e quem a cita também não o deve fazer.

Onde estão os nossos números e porque se leem mais altos

A nossa linha de Itália avalia o mercado nacional em 2 354 USD por metro quadrado no registo de 13 de setembro de 2026, com uma renda mensal de 16,92 USD por metro quadrado. Este par dá uma rendibilidade bruta de 8,63%, que desce para 6,82% depois de um imposto efetivo de 21% sobre o rendimento do arrendamento. Os custos totais de transação são de 14%, dos mais altos da nossa cobertura, e a nossa pontuação de bolha para Itália é 48, na faixa moderada. Em dez anos o mercado sobe 18,8% em euros e 24,9% em dólares.

A nossa linha mostra uma variação anual de 5,2% em moeda local contra os 4,0% do instituto, e a diferença é metodológica, não uma contradição. O nosso preço e a nossa renda vêm ambos de um índice nacional de preços pedidos; o índice oficial assenta em transações registadas. Os preços pedidos viram primeiro e excedem-se; os preços de transação confirmam mais tarde e com menos força. Duas séries honestas que medem dois momentos diferentes da mesma venda não vão coincidir, e o útil é saber qual delas se está a ler.

Sources: Istat, Prezzi delle abitazioni, II trimestre 2026, provisional estimate, 17 September 2026 https://www.istat.it/wp-content/uploads/2026/09/CS-abitazioni-Q22026.pdf

Market data: Italy