Os apartamentos usados de Tóquio desceram em agosto pela primeira vez em 28 meses
Os apartamentos de revenda na prefeitura de Tóquio desceram 0,2% em agosto, a primeira queda mensal em 28 meses. Os 23 bairros centrais caem há três meses.
O preço de um apartamento de revenda na prefeitura de Tóquio, normalizado para uma habitação de 70 metros quadrados, desceu 0,2% em agosto, para 112,74 milhões de ienes. Foi a primeira queda mensal em 28 meses, de acordo com os números divulgados a 24 de setembro pela Tokyo Kantei, que mantém a série. Nos 23 bairros centrais a descida foi mais acentuada, de 0,4%, para 126,77 milhões de ienes, e tratou-se ali do terceiro recuo mensal consecutivo.
O centro desce enquanto o anel continua a subir
A área alargada de Tóquio seguiu em sentido contrário: subiu 0,8% para 76,06 milhões de ienes e prolongou a série para 25 meses consecutivos de valorização. O impulso veio das três prefeituras envolventes. Chiba subiu 2,3% para 30,58 milhões de ienes, Saitama 1,4% para 33,29 milhões e Kanagawa 0,7% para 44,00 milhões. Um índice regional que continua a trepar enquanto o seu núcleo cede não está a descrever fraqueza, mas mudança de casa: o comprador afastado pelo preço dos bairros centrais não saiu do mercado, saiu apenas do código postal.
Osaca estagnada, Nagoia não
Na região de Kinki o índice subiu 0,4% para 36,40 milhões de ienes, a décima quinta subida mensal consecutiva, mas as duas prefeituras que a compõem mal se mexeram no mesmo sentido. Osaca acrescentou 0,1% para 44,43 milhões de ienes e Hyogo cedeu 0,1% para 26,47 milhões. O impulso mais nítido do país estava no centro: a região de Chubu subiu 2,3% para 23,78 milhões de ienes, com Aichi a valorizar 1,5% para 24,77 milhões, o par mais forte do comunicado fora de Chiba.
Porque vale a pena ler uma queda de 0,2%
Isolada, uma variação mensal de duas décimas é ruído. O que a torna legível é o que está do outro lado: 28 meses, e o facto de os 23 bairros já registarem três meses seguidos de descida. Segundo a nossa própria leitura da mesma série, os preços de Tóquio continuam 9,3% acima dos de há um ano, pelo que nada neste comunicado inverte o quadro anual. Marca, isso sim, o momento em que a parte mais cara do país deixou de registar novos máximos mensais enquanto tudo à sua volta continuava a fazê-lo.
O que os números de Tóquio significam para um comprador
A nossa linha de Tóquio regista um preço de 11 800,30 dólares por metro quadrado, derivado da publicação de julho desta mesma série de 70 metros quadrados, face a uma renda pedida de 33,48 dólares por metro quadrado por mês. Daí resulta uma rendibilidade bruta do arrendamento de 3,40%, ou de 3,17% após a taxa efetiva normalizada de 6,72% que o Japão aplica aos rendimentos de arrendamento de não residentes, invulgarmente leve quando comparada com os 24,35% da Alemanha e os 27,5% de França. Em dez anos os preços de Tóquio subiram 73,2% e em cinco 38,7%. Em termos de avaliação a cidade pontua 72 em 100, na banda elevada, em que um número mais alto assinala um mercado mais esticado. Os custos de transação rondam os 10,9%, e o comprador estrangeiro adquire propriedade plena, incluindo o solo sob o edifício, sem restrição de nacionalidade.
Sources: Tokyo Kantei, monthly used-condominium price trend converted to 70 square metres, August 2026 data, published 24 September 2026 https://www.kantei.ne.jp/wp-content/uploads/c202608.pdf; Tokyo Kantei, market report listing https://www.kantei.ne.jp/report/