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A confiança dos construtores nos EUA caiu para 32 em setembro e 38% baixaram preços

O índice NAHB recuou três pontos para 32 em setembro de 2026, mínimo de doze meses; 38% dos construtores baixaram preços e 66% ofereceram incentivos.

O índice do mercado da habitação NAHB/Wells Fargo recuou três pontos para 32 em setembro de 2026, a leitura mais baixa em doze meses. Nesta escala, qualquer valor abaixo de 50 significa que mais construtores classificam as condições como más do que como boas, pelo que 32 coloca a proporção em cerca de dois para um em sentido desfavorável. Em paralelo, a percentagem de construtores que baixam preços subiu dos 35% de agosto para 38%.

O pessimismo diz respeito ao que ainda não aconteceu

O índice tem três componentes, e não se moveram em conjunto. As condições de venda atuais recuaram quatro pontos, para 35. As expectativas de venda para os próximos seis meses recuaram seis pontos, para 37. A afluência de potenciais compradores não se moveu de todo e ficou nos 23.

Este padrão merece leitura atenta. A componente que mais recuou é a que olha em frente, e a que não se moveu é justamente aquela que conta quantas pessoas entram efetivamente nas casas-modelo. Os construtores não estão a registar menos visitantes em setembro. Estão a registar que esperam menos escrituras.

Descontos que deixaram de ser táticos

Costuma reter-se a percentagem de reduções de preço, mas o número mais revelador é a sua dimensão. A redução média manteve-se nos 6% pelo sexto mês consecutivo. Com os incentivos aconteceu o mesmo: 66% dos construtores recorreram a eles em setembro, contra 63% em agosto, a percentagem mais alta desde os 67% de dezembro passado.

Um desconto que se mantém exatamente com a mesma dimensão durante seis meses seguidos não é uma reação a um mau mês. É o preço a que este mercado escoa. O que se move é quantos construtores têm de recorrer a ele; o que não se move é até onde têm de descer.

Dezasseis pontos entre a região mais forte e a mais fraca

Em médias móveis de três meses, o Midwest está nos 44, o Nordeste nos 39, o Sul nos 31 e o Oeste nos 28. São dezasseis pontos de amplitude entre os extremos, mais do que a distância entre o valor nacional e o nível neutro.

Também conta onde está o volume. O Sul e o Oeste são as regiões onde se constrói a maior parte da nova oferta norte-americana, pelo que o número nacional fica ponderado para a metade mais fraca do país. Os 32 do título não descrevem um setor uniformemente sombrio: são uma média nacional puxada para baixo pelas duas regiões que mais constroem.

A construção nova e a habitação usada não são o mesmo produto

A nossa própria linha dos Estados Unidos, registada a 4 de setembro de 2026, aponta uma média nacional de 2 433 dólares por metro quadrado a partir de preços pedidos, 2,2% acima do ano anterior e 85,2% acima de há uma década, com uma rendibilidade bruta do arrendamento de 6,71%, custos de transação de 6,9% e uma pontuação Bubble Risk de 57, na banda moderada.

Uma série está portanto a subir ligeiramente enquanto a outra está em mínimos de doze meses. Ambas podem ser verdadeiras, porque medem coisas diferentes. A nossa série de preços segue o parque existente; o índice de confiança segue quem vende construção nova. Um construtor pode mexer numa tabela de preços este mês, e mexe. O proprietário de uma casa usada em regra prefere esperar. Quando as duas divergem, o ajustamento costuma chegar primeiro pelo lado da construção nova.

Uma ressalva acompanha o número: trata-se de um inquérito de sentimento e não de uma contagem de transações, e um índice de difusão diz para que lado pende a opinião, não em que medida. Nada disto é conselho sobre comprar ou construir.

Sources: NAHB https://www.nahb.org/news-and-economics/housing-economics/indices/housing-market-index; LBM Journal https://www.lbmjournal.com/industry-news/data/press-release/15835060/national-association-of-home-builders-builder-sentiment-falls-on-higher-interest-rates-per-nahb

Market data: Miami (metro area) · United States · Texas